Dominação e submissão


Uma relação de Dominação e submissão, vulgarmente denominada por D/s, é uma relação de troca de poder, considerando-se relações do tipo Dominador /submisso ou Dono/escravo, em função do menor ou maior grau dessa troca.
Dominador em BDSM é alguém que sente prazer no poder que tem em controlar física e psicologicamente uma personalidade submissa. Através da sua forma de dominar, consegue que a pessoa escolhida para interagir com ele, se lhe entregue de corpo, alma e coração de uma forma submissa.
Um Dominador genuíno, sente prazer em compreender, cuidar, proteger, ensinar, guiar, elevar, uma personalidade submissa, nem que para isso tenha de prescindir de alguns dos seus interesses. Tem de ter o discernimento suficiente para saber até onde pode e deve ir, tem de ter um auto controlo elevadíssimo para nunca pôr o bem-estar, físico e psicológico, da pessoa que se lhe entrega em perigo. Tem de respeitar, sempre, os limites impostos pelo submisso, comprometendo-se a agir de forma a esticá-los sem nunca os ultrapassar.
Um Dominador é detentor de características que lhe permitem dominar de maneira eficaz a mente e o físico do seu submisso para que ambos se satisfaçam. Tem a capacidade de desenvolver métodos e atitudes para aumentar o nível de entrega do seu submisso, despoletando-lhe o desejo e a vontade para ele agir, de uma forma gratificante, em conformidade com as suas orientações.
Por vezes confundimos o papel de Dominador com o de “Top”. Dominar é muito mais do que utilizar chicotes, fazer sessões, mandar, controlar a prática, vestir de preto ou recorrer sistematicamente a linguagem grosseira. Dominar também é ter atitudes nobres, é saber pedir em vez de mandar, é saber exigir sem intimidar, é saber quando deve castigar e recompensar, é saber reconhecer que o seu submisso não é um ser inferior mas, a metade que o completa.
Submisso, em BDSM, é alguém que sente prazer em receber e cumprir ordens e em se submeter aos gostos e vontades do seu Dominador. Um submisso retira prazer desta transferência de poder e quanto mais prazer sente que o Dominador retira, maior é a sua satisfação.
Cabe ao submisso definir os seus limites e permitir que o Dominador os identifique, dando-lhe o consentimento para ele os trabalhe, com o objectivo de serem superados da forma que o Dominador considerar ser a mais proveitosa para ambos. Cabe ao submisso, ainda, definir a forma como se processará a sua submissão.
Uma relação de Dono e escravo pressupõe uma relação de total troca de poder.
Um submisso que no desenvolvimento e amadurecimento dos seus valores, deseja que a sua entrega seja total, que está disposto a servir o seu Dominador em todas as áreas da sua vida, entregando-se aos seus comandos, aceitando as suas ordens, entregando todos os seus direitos, torna-se escravo. O Dominador ao estar consciente e preparado para esta responsabilidade torna-se Dono.
O prazer do escravo está centrado no serviço que ele presta e à satisfação do seu Dono. Servir o Dono pressupõe servidão em todos os aspectos por ele exigido, quer eles sejam sexuais, de acompanhamento pessoal e profissional, em aspectos domésticos, familiares e sociais.
Cabe ao Dono a responsabilidade de ensinar, treinar, guiar, proteger com a finalidade de que o escravo atinja os níveis pretendidos para que ambos se sintam felizes e realizados na relação.
Comummente o Dono exerce autoridade total sobre o seu escravo, considerando-o sua propriedade mas, à luz da consensualidade reserva-lhe o direito deste expressar descontentamento se a relação não estiver a resultar. Nestes casos, o Dono deverá avaliar a situação e, se não estiver ao seu alcance fazer nada para a melhorar, deverá libertá-lo.
Por vezes, a fronteira entre uma relação de Dominador/submisso e Dono/escravo, é muito ténue mas, em jeito de conclusão, podemos admitir que um Dono é sempre Dominador e um escravo é sempre submisso, sendo que o contrário não se aplica.
Numa relação entre um Dominador e um submisso, o poder que transita para o Dominador é aquele que o submisso está disposto a dar, numa relação entre um Dono e um escravo a extensão do poder é determinada pelo Dono.
Como BDSM é um relacionamento entre adultos que se pretende que seja satisfatório para todos – “Tops”, “bottoms”, DominadoressubmissosDonos e escravos – convém referir que, independentemente do tipo de relação que se estabeleça, o bem estar físico e psicológico dos intervenientes tem de estar sempre presente.

19 pensamentos sobre “Dominação e submissão

  1. Sou submissa,conheci meu Dom por acaso,não consigo viver sem ele,nada me satisfaz se não for com ele,tenho prazer em servi-lo!

  2. Ser submissa é um estilo de prazer de vida mesmo que pra quase metade do mundo esse prazer seja mau interpretado!! Amo ser submissa!!!

  3. Na verdade ja havia lido sobre submissão e dominação e gosto de ser submissa mais meu esposo não sabe disso ! Mais depois que assistir os “Cinquenta tons de cinzas” algo despertou esse meu lado de submissão , e vou conversar com meu esposo , quem saber ele goste da idéia ! O texto bem explicativo , gostei

  4. Bem meu namorado é dominador , Fora do quarto ele me da carinho as vezes ele muda de humor .. Mais nao me deixa de me dar atençao é mais meloso que eu e fala que me ama e as vezes chora pelo simples fato de pensar em me perde.. Mas entre quatro paredes eu sou a sua Submissa .. Ele me amarra pinga vela em mim me bate de cinta .. Eu gosto quando o conheci pouco antes de namorar com ele , Ele avia me avisado sobre esse lado dele mais eu gosto .. Eu o aceitei , Sempre curti BDSM .. Adoro ser dominada e quando estamos dentro do quarto nao posso fazer contato visual e é só Senhor ou Sim senhor .. Mais eu nao tenho nada o que reclama ninguem sabe que agente faz BDSM nossos amgos acham que agente é um casal normal e somos trato ele posso tocar nele beijalo sair de maos dadas mais so fora do quarto .. As vezes mando nele ele me obedece mais nao posso mandar nele dentro do quarto por que se na sou castigada .. Ou quando faço algo de errado ( fora do quarto ) E ele fica com raiva ele me puni pelo o que eu fiz .. Mais eu nao ligo quanto mais ele me judia dentro do quarto melhor eu me sinto em estar satisfazendo-o

  5. Gosto muito dos seus posts. Quero uma orientação sua, tenho 20 anos de idade é moro no Rio, quero entrar nessa vida de D/s gosto muito do assunto é acho que isso e o que eu quero pra mim, só que não sei aonde posso achar uma pessoa para ser o meu Dominador ou um lugar aonde sei que as pessoas que gostam desse fetiche se reúnem. Quero entrar, mais não sei por onde. Você pode me ajudar ??

    • MENINA, PARA FAZER PARTE DO BDSM, PRIMEIRO PRECISA ENTENDE-LO, DEPOIS SABER ONDE E NO QUE EXATAMENTE SE ENCAIXA , HOJE EM DIA TEMOS CERCA DE 5 FORMAS DE SUBMISSÃO, SENDO ELAS, SUBMISSA, ESCRAVA, CADELA, GUEIXA E KAJIRA.

      VOCE DEVE APRENDER A COMO SE PORTAR, DAR VALOR A SUA SUBMISSÃO, NÃO PROCURAR DOMINADORES E SIM DEIXAR QUE AS COISAS ACONTEÇAM, E TOME MUITO CUIDADO COM QUEM CONVERSA, POIS NO BDSM EXISTEM MUITOS PSEUDOS, PUNHETEIROS E PESSOAS COM MÁ INTENÇÃO, SEM FALAR NAQUELES QUE ESTÃO APENAS EM BUSCA DE SEXOE PRESA FÁCIL.

      TOME CUIDADO

      D.S.A.

      • Gostei,ainda to escolhendo.kkkk eu fico em duvida, gosto de Dominar como tbm gosto de ser submissa,e ae como faço?.Mas o seguinte nunca participei de BDSM, meu marido não curte.Ma as vezes dou uma de dominadora com ele.

      • Verdade eu mesmo adimiro muito tudo … mais sei bem que a vida real e bem dura … e muita gente só quer sexo fácil …. isso e fato . . por isso eu fico só nos sonhos hahaha

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